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Pessoas Buraco-negro

Já esteve do lado de alguém que simplesmente suga sua brisa? Aquele tipo de pessoa que onde chega o clima muda de forma estranha, todo mundo parece ter algo pra dizer sobre esse peso no ambiente, mas ficam calados para manter a paz - ou não piorar as coisas. Essas pessoas estão por aí, às vezes bem próximas e você não percebe. Quando você não percebe, você é mais parecido com elas do que pensa.

Sempre vai ter aquela pessoa que só sabe usar os outros. Às vezes a pessoa que faz isso nem percebe que tá fazendo feio, ela só faz e acha que tá tranquilo. Fazendo o que? Fazendo merda uai! Geralmente com a própria vida. Pessoas buraco-negro são sanguessugas da própria energia, chega um ponto que só a delas não é suficiente e ela precisa sugar outras pessoas. BN's - vou chamar assim pra facilitar - são, muitas vezes, pessoas que reclamam de solidão falando coisas como "eventualmente todos se afastam de mim" ou "vou morrer sozinho". Posso estar enganado, mas isso se encaixa em pessoas com quadro de depressão, não é? Se você é o tipo de pessoa que diz isso, busque terapia POR FAVOR!

Eu entendo que você queria se sentir acolhido, BN, mas talvez o problema que envolve esse medo de ficar sozinho seja sua própria mente te sabotando. 

Nossa mente, admitam ou não, não é nossa de verdade, ao menos, não até tomarmos posse dela. Com certeza você já deve ter assistido algum filme que fala sobre o poder da mente. A verdade nesses filmes é que a humanidade ainda não explorou todo o potencial da própria mente. Não falo de mover coisas usando telecinese ou falar com os outros por telepatia, mas sim de controle da própria mente - mas se telecinese existir, com certeza esse é o caminho - do tipo: saber por que tal pensamento ou lembrança surgiu; por que se pensa dessa forma e não de outra, etc. 

Falo de conhecer o caminho que o seu pensamento segue desde a sensação superficial até o pensamento pronto. Como se faz isso? Obviamente, toda mente funciona de um jeito, então vou explicar como eu faço. Exemplo: passei em frente a uma barraca que vendia uvas em uma tarde ensolarada e senti vontade de tomar açaí. É algo extremamente simples, mas me ajudou a treinar essa habilidade - se é que posso chamar assim. A cor da uva é roxa e estava calor, roxo me lembra o açaí que eu costumo tomar pra me refrescar quando tá quente, logo, surge a vontade de tomar açaí. Observando isso se torna fácil superar, de certa forma, essa vontade. Dá pra fazer isso com pensamentos tristes, raivosos, angustiantes, relacionados a vícios, etc. Não é fácil, mas faz um bem imenso.

O que te faz pensar que você vai morrer só? O que faz as pessoas se afastarem de você? Seja sincero nas respostas, quando digo isso, peço que não faça suposições do que seja. As pessoas te dizem por que se afastam? É algo sobre a sua personalidade mas você acha que não pode mudar? Já considerou ser um trauma e você está tentando fugir de enfrentá-lo? Já considerou também assumir seus orgulhos em dizer que está errado? Esses e outros questionamentos vão aparecer, semelhantes aconteceram comigo, e vale de você lidar com eles. Vale de você conhecer a si a tal ponto de saber mediar o diálogo interno de forma consciente.

Minha mente é uma bagunça, parece que tem 4 podcasts rolando em algumas das 37 abas abertas e tem uma dessas abas que tá tocando música. Mas hoje entendo que boa parte disso está relacionada ao consumo excessivo de informações no dia-a-dia. O trabalho interno que eu tenho que fazer hoje envolve entender o que é da minha vida; o que não é da minha vida e o que posso ou não usar na minha vida. Demorou 3 anos pra eu começar a entender de verdade, isso leva prática - ir pra terapia seria muito melhor, mas eu fui louco o suficiente pra seguir esse caminho sozinho, não façam como eu.

Pessoa BN, vá para a terapia, busque o conhecimento de sua própria mente. O problema da sua vida não está nas outras pessoas e a solução muito menos. Vale lembrar que o terapeuta não vai te "consertar", ele só vai fazer as perguntas certas para que você possa resolver seus diálogos internos.

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